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12 de junho de 2012


Engulo o amargo da saudade sem fazer careta, absorvo o azedo da rejeição sem me achar menor, abro os braços para a escuridão contando estrelas, gasto cada gota de suor e sangue nas minhas entregas. E não economizo gargalhadas, mas pago o preço alto do inconveniente de viver no mundo paralelo e metafísico onde vivem as palavras.
Estive em muitas páginas. Grifei muitos parágrafos. Sorvi tantas inglórias e orgasmos e vitórias.
E estive com você além de mim. Fui burra, mas foi bom. Fui pura, mas fui tola. E toda a malícia vinda na hora inadequada me fez desconfiada por tudo, por nada.
Eu tenho um jeito enorme de amar pra sempre, mas sou desajeitada.
Eu tenho um jeito imenso de ser comovente, mas sempre concluo as histórias na hora errada.


[Marla de Queiroz]

4 comentários:

Yohana Sanfer disse...

São lindas as palavras de Marla
não é?! Belo post!
bjs

Danielle Martins disse...

Lindo! Encontrei-me em algumas partes...
Bjs!

Sayuri Okamoto disse...

nosso ser é assim mesmo, nada se decide, e tudo se conclui de forma errada...

que lindo isso aqui beijos ♥

RITA PACHECO disse...

Uma graça seu blog!
Estou começando meu blog e fazendo contatos com outros blogs.
Gostei do seu e estou te seguindo.
Querendo conhecer o meu, dá uma passadinha por lá:
www.olharesedetalhes.blogspot.com
bjs
RITA